Filasa reforça aposta na sustentabilidade

A empresa de fiação está a intensificar a sua aposta em artigos mais amigos do ambiente.

A mais recente coleção, apresentada na Première Vision, contempla matérias-primas orgânicas e recicladas, assim como fibras alternativas provenientes de frutas ou plantas como a soja. Num artigo publicado na Portugal Têxtil, Fatima Antunes, administradora da Filasa, sublinha que «já há alguns anos que estamos virados para a sustentabilidade e, este ano, a coleção é praticamente 100% sustentável».

Uma das novidades são os fios produzidos a partir de denim reciclado. «Permite o aproveitamento dos jeans, que são reciclados, e com a fibra proveniente dessa reciclagem, misturamos com fibras virgens orgânicas e transformamos em fio. Não trabalhamos com 100% reciclado devido às características – não conseguimos ter um fio com qualidade a nível de resistência», justifica, acrescentando que os clientes da empresa têm aderido a este tipo de artigo, e que marcas como o Grupo Inditex, da Next, da H&M, se encontram francamente viradas para tudo o que é sustentável.

Fátima Antunes – Fotografia Portugal Têxtil

Neste artigo podemos ler que a Filasa continua a sua aposta no desenvolvimento de novos produtos, nomeadamente no departamento dedicado que tem como missão inovar sempre que seja possível e com as parcerias que vão fazendo.

Mas a aposta não se fica por aqui, passando igualmente pelo como como produzem, procurando melhorar a eficiência e a pegada ambiental dos processos, exemplo disso é o investimento feito na colocação de painéis fotovoltaicos, na melhoria energética, e na área informática. a par destes investimentos que estão a ser ultimados, este ano a marca deverá proceder à renovação do seu parque de máquinas, que contribuirá para a modernização da empresa.

O grande desafio, passa por aliar melhores produtos, mais amigos do ambiente, à competitividade. «O objetivo é criar uma certa sustentabilidade naquilo que temos vindo a fazer até aqui, na apresentação das novas coleções, que sabemos que são nichos de mercado muito mais pequenos do que aquilo a que estávamos habituados, mas que têm sempre um valor acrescentado. É por aí que temos de ir, porque não somos competitivos com as commodities e com os básicos», conclui Fátima Antunes.

 

In: Portugal Têxtil