Sampedro reforça logística com novo armazém e avança na descarbonização

A Sampedro, empresa Guimarães Marca, prepara-se para iniciar a construção de um novo armazém de logística e armazenamento de matérias-primas em 2025, que visa modernizar a operação e melhorar a eficiência da cadeia de produção.

O projeto, avaliado em quatro milhões de euros, será complementado pela expansão da produção, através de energia fotovoltaica e pela renovação do parque de máquinas.

Segundo Diogo Gomes, administrador da empresa, a decisão reflete a estratégia de reforço da infraestrutura logística para sustentar o crescimento da produção e responder às necessidades do mercado. “A têxtil é uma indústria de investimento constante e intensivo. Para 2025 temos ainda previsto um aumento da produção fotovoltaica e a construção de um armazém de logística e armazenamento de matérias-primas, além de continuarmos a renovar o nosso parque de máquinas, afirma em declarações ao Jornal T.

A construção de outro armazém surge num contexto de transformação mais amplo, que inclui um compromisso firme com a sustentabilidade. A empresa está em fase de implementação de um projeto de descarbonização, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que pretende reduzir a pegada de carbono em até 65% até ao final do ano.

Entre as medidas já em curso, destaca-se um investimento superior a dois milhões de euros numa caldeira de biomassa e instalação de recuperadores de calor no sector dos acabamentos e de água na tinturaria da empresa.

A Sampedro tem-se destacado pela capacidade de oferecer soluções personalizadas para setores têxteis para cama, banho e mesa, com foco em materiais naturais e sustentáveis.

Atualmente, a empresa exporta para 37 países. A Europa e os Estados Unidos são os principais destinos das exportações da Sampedro, mas a empresa está de olhos postos no Brasil, com a expectativa de crescimento impulsionada pelo acordo UE-Mercosul. “Tentamos diversificar o risco ao máximo apostando em diferentes mercados, estamos expectantes com o acordo UE-Mercosul por abrir portas a um mercado muito grande para Portugal”, adianta o administrador, Diogo Gomes.