Coton Couleur começou a ser feliz na Turquia

Não é exatamente o primeiro país que nos vem à cabeça quando pensamos em novos mercados para os têxteis-lar portugueses, mas a Coton Couleur já pôs um pé na Turquia, onde já começou a ser feliz. “O segredo? Simples. Apostar na gama alta”, afirma Carlos Carvalho, CEO da Coton Couleur.

A aposta na Turquia surge no âmbito de um esforço de diversificação de mercados para atenuar a dependência da Europa – Espanha, França e Reino Unido são, por esta ordem, os três principais destinos das suas exportações. “Estamos também a investir muito na Coreia do Sul, um mercado muito interessante, e na Austrália. A Turquia ainda tem pouca expressão no nosso volume de negócios, mas a Austrália já está no nosso Top 5”, esclarece Carlos Carvalho.

O CEO da Coton Couleur não hesita em considerar que 2023 “foi um ano difícil” para a têxtil-lar, e em prever que “2024 também não vai ser fácil”.

“Há uma enorme instabilidade, guerras, inflação, taxas de juro altas. As pessoas gastam mais dinheiro nas rendas ou crédito à habitação, por isso não há milagres, sobra muito pouco dinheiro para consumir”, analisa.

Apesar de 2023 ter sido difícil, a Coton Couleur espera ter fechado o ano com um volume de negócios de 22 milhões de euros, que representa um crescimento de cerca de 10% sobre os 21 milhões faturados em 2022.

Carlos Carvalho explica o porquê deste milagre: “Em 2022, os aumentos dos fatores de produção foram enormes. Nós absorvemos uma parte desse aumento à custa da nossa margem. Em 2023, os clientes compensaram-nos”.

 

In: Jornal T

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