Exposição “Ciclos” destaca identidade têxtil do território de Guimarães através da arte contemporânea

 

O Convento de Santo António dos Capuchos, em Guimarães, acolhe a exposição “Ciclos – No Território Têxtil de Guimarães e Vale do Ave”, uma mostra que convida à reflexão sobre a herança e a renovação constante da indústria têxtil na região Norte. 

Integrada na plataforma europeia Magic Carpets, e promovida pela estrutura portuguesa Ideias Emergentes, a iniciativa resulta de um programa de residências artísticas que decorreu durante o mês de julho, envolvendo três artistas convidados: Nicole Weniger (Áustria), Rio Drop (Suécia) e Ludgero Almeida (Portugal). Através de uma abordagem colaborativa com a comunidade local, os artistas mergulharam nas tradições, nos gestos e nas matérias do território para criar obras que cruzam arte, sustentabilidade e memória industrial. 

A exposição propõe um olhar contemporâneo sobre o setor têxtil, ao mesmo tempo que resgata técnicas artesanais e valoriza o saber-fazer enraizado no Vale do Ave. “Ciclos” afirma-se como um exercício artístico e social que reforça a ligação entre identidade local e criação artística, sublinhando o papel de Guimarães como lugar de experimentação, cultura e inovação. 

A exposição poderá ser visitada até 15 de setembro e representa uma oportunidade de redescobrir o património têxtil da região através de um lado mais artístico.