A associação marcou presença pela primeira vez na Techtextil, naquele que representa um passo significativo no processo de internacionalização, alinhado com a sua estratégia de expansão global.
A presença na Techtextil é, segundo Fernando Cunha, diretor-executivo da Fibrenamics, mais um marco na trajetória da associação. «É deveras importante marcar posição nesta feira», sublinha, acrescentando que esta estreia em certames profissionais «faz parte do nosso processo de internacionalização e da estratégia de estar mais presentes junto de novos atores internacionais, incluindo outros centros tecnológicos e empresas do sector».
O objetivo de expor na feira é, por um lado, aumentar a notoriedade e posicionamento da Fibrenamics no mercado internacional e, por outro, estabelecer novas parcerias. «Estamos num ciclo natural de expansão e internacionalização», justifica. «Queremos levar o nosso conhecimento além-fronteiras, conquistando novos clientes e colaborando em projetos de investigação», desvenda Fernando Cunha.
Com um espectro de atuação muito amplo, a Fibrenamics identifica algumas áreas estratégicas. «A nossa atuação é multissectorial e não temos um sector muito bem definido, porque atuamos na área dos materiais, das fibras e dos materiais compósitos, mas damos particular importância às áreas do automóvel, aeroespacial e proteção pessoal», enumera o diretor-executivo. «No fundo, as áreas onde, de facto, os materiais de alta performance e o conhecimento fazem a diferença nos produtos», sublinha.
Na Techtextil, a Fibrenamics apresentou uma série de produtos demonstradores da sua capacidade de transformar ciência em soluções de mercado. «Queremos mostrar como podemos levar a ciência ao mercado, impactando diretamente a sociedade», sustenta Fernando Cunha. Entre os produtos apresentados constam fibras produzidas a partir de materiais naturais, como lignina e cortiça, e processos de reciclagem que convertem materiais em novas fibras. «Também queremos mostrar como estas fibras podem ser combinadas para criar estruturas e materiais compósitos», adianta. «É uma amostra do que é o nosso portefólio de intervenção», resume.
Os primeiros dias na feira foram positivos para a Fibrenamics. «Tem sido interessante perceber o interesse do ecossistema de inovação nas áreas das fibras e dos produtos», revela Fernando Cunha. «As pessoas têm validado o nosso modelo de transferência de conhecimento, reconhecendo a nossa capacidade de transformar conhecimento em produtos concretos», afirma. «Esta feira é uma plataforma excelente para mostrar ao mundo o que conseguimos fazer», acredita o diretor-executivo.
O mesmo têm feito as empresas portuguesas que, aponta Fernando Cunha, estão cada vez mais bem posicionadas no mercado. «Portugal tem-se afirmado não só como produtor, mas também como um paÃs que acrescenta valor aos produtos. Hoje, as empresas procuram em Portugal não só produção, mas também qualidade e inovação», conclui.
In: Portugal Têxteis