HelpInTex. Tapete inteligente deteta estranhos em casa

 

Projeto de investigação, a cargo de três entidades portuguesas, está em fase de prototipagem. Canais de venda já estabelecidos.

inda não voa, mas já indica ao proprietário se estão estranhos em casa. Se pudéssemos dar ao tapete o nome do projeto que o está a conceber chamar-se-ia HelpInTex e chega este ano à sua última etapa de desenvolvimento, embora ainda sem data para chegar ao mercado, nem um valor indicativo de venda ao público.

O segredo do produto inovador reside, sobretudo, em duas referências: nos fios condutores integrados na estrutura têxtil do tapete e numa aplicação que recebe as informações desses fios e as transmite ao utilizador, indicando assim a presença e o movimento de visitas indesejadas.

“A funcionalidade de deteção de presença e/ou movimento será obtida pela integração de fios condutores na estrutura têxtil do tapete e a funcionalidade antiderrapante será obtida através do desenvolvimento de fibras com propriedades antiderrapantes. A possibilidade de termos estas funcionalidades integradas no processo de produção do tecido apresenta um caráter bastante inovador”, acrescentam os investigadores.

Iniciado em 2019, o HelpInTex deverá terminar este ano. De acordo com os investigadores, o tapete está, neste momento, em prototipagem. “Nesta fase, estamos a desenvolver os protótipos do projeto e suas otimizações. Os protótipos resultantes serão avaliados para posterior certificação”.

Apesar do avanço, os promotores não arriscam uma data para o produto chegar ao mercado, nem o preço, mas garantem que “terá outras ofertas de cores, tamanhos e padrões”.

Sabe-se, também, que o projeto surgiu de “uma necessidade sentida pela empresa António Salgado”, para “inovar nas soluções que tem atualmente no mercado”. Numa fase inicial, o interesse é “maioritariamente nacional”, mas a têxtil “já possui canais de comercialização em Itália, Alemanha e Finlândia”, que serão, por isso, “países com elevado interesse nesta solução”, sublinham os investigadores.

Ao CeNTI cabe conceber a app, as fibras antiderrapantes e a eletrónica de controlo. O Citeve compete desenvolver as matérias-primas e a parte de testagem. A António Salgado tem um papel transversal em todo o projeto.

[notícia extraída de dinheirovivo.pt]