ICC – Indústrias e Comércio de Calçado, um exemplo de sucesso no setor do calçado técnico

A ICC – Indústrias e Comércio de Calçado, empresa da comunidade Guimarães Marca e detentora das marcas Lavoro e No Risk, esteve em destaque no Jornal de Notícias como um bom exemplo de uma empresa, cuja produção se concentra totalmente em Guimarães, que sabe como se adaptar às limitações provocadas pelo mercado do calçado e que têm vindo a afetar, negativamente, a indústria.

Apesar da crise que se sente há já alguns anos no setor do calçado, este nicho de mercado tem conseguido superar e a ICC é exemplo dessa resiliência, tendo mesmo crescido 26% , em 2021, logo após a crise provocada pela pandemia, e mesmo registando um crescimento mais moderado nos últimos dois anos, a empresa continua com boas perspectivas para os anos que se seguem, apesar das dificuldades que o mercado atravessa, como referiu ao Jornal de Notícias, José Freitas, comercial da empresa, que não esconde que sentiram a subida das taxas de juro, a inflação e a falta de matérias-primas, admitindo que “ao contrário do que acontece na moda, em que as pessoas deixam de comprar ou compram menos, no nosso caso há sempre setores que estão a trabalhar”, com Ana Oliveira, diretora de Marketing, a acrescentar que “Com o aumento das vendas online, o setor da logística, onde estamos muito presentes, cresceu bastante”.

Neste artigo do Jornal de Notícias, a empresa faz ainda referência ao crescimento no mercado digital, como forma de contornar as dificuldades impostas pela pandemia, embora o contacto presencial com os clientes ainda continue a ser uma aposta da empresa.

A concorrência asiática é também um fator de preocupação para José Freitas que, neste artigo admite que existem muitas empresas europeias a colocarem toda a sua produção na China, sublinhando que a ICC acredita que o selo “made in Europe” é muito importante, principalmente em setores estratégicos. “Temos uma parceria com a NATO e fabricamos calçado para o Exército Português. Na área da defesa, a Europa não pode ficar dependente e isso ficou claro durante a pandemia”, refere.

Além da produção na Europa, a ICC procura diferenciar-se de outras formas. “Quando começamos, em 1986, fabricávamos para outros, a criação das nossas próprias marcas foi fundamental”, avalia José Freitas. “Hoje, os nossos modelos têm um design atraente, são leves e confortáveis, de forma que o funcionário não os vai querer tirar na hora de almoço”, acrescenta Ana Oliveira. Com um crescimento sustentado de 9%, nos dois últimos exercícios, a ICC fabrica anualmente 600 mil pares. A faturação ronda os 22 milhões de euros por ano e, atualmente, tem em marcha um investimento de cinco milhões de euros, para modernizar e ampliar.

In: Jornal de Notícias

Fotografia: Lavoro Facebook