
“Contem com o Município de Guimarães para estar ao vosso lado no caminho para tornar a nossa economia cada vez mais forte, diversificada, pujante, dinâmica e que, sobretudo, possa contribuir para que todos consigamos ter melhor qualidade de vida”, foi com estas palavras, dirigidas a empresários e instituições, que Ricardo Araújo, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, encerrou a terceira edição do Mês da Economia, que teve lugar na passada segunda-feira, dia 27, no Teatro Jordão.
Perante uma plateia de mais de uma centena de pessoas, Ricardo Araújo falou da importância do setor industrial para o desenvolvimento económico da região, lembrando que se trata de uma economia com muitos desafios pela frente, “desafios de competitividade, de diversificação do nosso tecido industrial, e sobretudo, desafios de captação de novos investimentos para a diversificação em áreas e setores de atividade, de preferência com forte valor acrescentado, que sejam capazes de criar novos e melhores empregos porque, só assim, seremos capazes de fixar o talento que os nossos centros de conhecimento atraem à região”, sublinhou.
Um dos caminhos para esse desenvolvimento económico passa pela sustentabilidade, pensamento central desta edição do Mês da Economia de Guimarães que assumiu como tema central de discussão, a Economia Verde: Sustentabilidade, Território e Futuro. Ricardo Araújo, reforçou a intenção de querer continuar a aprofundar o caminho da defesa da sustentabilidade no concelho, acreditando que a mesma “pode permitir, do ponto de vista da nossa economia local, um reforço da competitividade e do caminho a trilhar para o futuro”, sublinhando, no entanto, que “há um trabalho que temos de fazer, que é local. Um caminho de afirmação de Guimarães enquanto Capital Verde Europeia, de um concelho que quer assumir a sustentabilidade de forma transversal nas políticas públicas e que quer, acima de tudo, transformar isso numa afirmação de qualidade de vida para quem aqui vive, trabalha e estuda”, referindo ainda que “este é um desafio coletivo, no plano económico industrial e empresarial, e que não pode ser encarado como uma desvantagem na arena competitiva devido aos custos a si associados, com a União Europeia a ter de disponibilizar mecanismos que valorizem e protejam as empresas que apostam na sustentabilidade e economia circular e que investem nesse sentido”.
Cláudio Carvalho, jornalista da CNN, conduziu todo o evento que começou com um momento protagonizado por Victória Barroso, uma jovem vimaranense de 18 anos, que mostrou como vê a região e o seu futuro. “Guimarães pelos olhos de Victória”, apresentou uma perspetiva inspiradora sobre o território, destacando a importância da educação, da inovação e da consciência ambiental para as gerações futuras. Este momento deu o mote para a apresentação de um vídeo onde empresas Guimarães Marca reforçam o seu compromisso firmado em ações concretas que contribuem para um futuro mais sustentável, numa perspetiva, não apenas de consciência ambiental, mas de responsabilidade social para com a região, as suas pessoas e o futuro coletivo. Um vídeo com uma mensagem forte, onde aproveitam para deixar o repto a outras empresas para que sigam os seus passos, juntando-se num objetivo que se quer comum a todos.
O momento alto da tarde centrou-se no debate sob a temática que deu nome ao evento e que contou com intervenções de Isabel Loureiro, Coordenadora da Estrutura de Missão 2030, Paulo Calçada, CEO da Associação Porto Digital, Tim Vieira, empreendedor e fundador da Brave Generation Academy, e Alexandra Leite, representante do Grupo MCA. Neste debate, oradores partilharam visões complementares sobre a necessidade de repensar os modelos económicos e empresariais, apostando em soluções digitais, circulares e colaborativas que conciliem prosperidade económica e equilíbrio ambiental.
O evento contou com ainda com a participação de alguns alunos da Guimagym, em duas atuações que representaram a energia, o movimento e o equilíbrio que inspiraram as dezenas de eventos que fizeram esta 3ª Edição do Mês da Economia de Guimarães.
Com este evento, o Mês da Economia de Guimarães 2025 concluiu um ciclo de debates, workshops e encontros dedicados a temas como a transição digital, a economia circular e o empreendedorismo industrial. Uma iniciativa que, ao longo de outubro, voltou a afirmar Guimarães como um território de talento, inovação e sustentabilidade, preparado para liderar o futuro da economia verde em Portugal.
A edição deste ano do Mês da Economia de Guimarães centrou-se nas questões da “Economia Verde: sustentabilidade, território e futuro”, dinamizando 29 eventos, durante quatro semanas, e que contaram com a parceria da AEMinho e Associação Empresarial de Guimarães.